domingo, 26 de agosto de 2012

Vote com responsabilidade: saiba mais


•VOTO RESPONSÁVEL
•A importância do eleitor para manter prefeitos e vereadores na linha
•Voto Responsável
  O que é Política?
   “…… capacidade dos indivíduos de se associarem para viver e conviver bem, para o bem comum”.
•Voto Responsável
Por que precisamos da Política?
•A Política é necessária para o desenvolvimento do bem comum e é desvirtuada quando utilizada para fins particulares ou para privilegiar grupos ou pessoas.
•Voto Responsável
  Onde fazemos Política?
•Voto Responsável
O que é democracia?
–Sistema de governo,
–Voto secreto,
–Partidos que se alternam no poder,
•Voto Responsável
•Na democracia,
A sociedade tem o poder pelo VOTO.

•Voto Responsável
Nossa República
•No município
–Executivo – prefeito
–Judiciário – Juiz
–Legislativo – Câmara de Vereadores
•Voto Responsável
•Vote em candidatos que:
–São conhecidos por serem honestos
–Tenham uma história de trabalho e competência e Ficha Limpa dele e dos que o apoiam.
–Que declara quem são os apoiadores e financiadores da campanha e estes também sejam fichas limpas.
–Gostem da cidade, e não aproveitadores que querem melhorar a sua vida às custas do povo.

•Voto Responsável
Vote em candidatos que:
•Você acredita que vai fazer um bom trabalho. Vai ser ativo, honesto e batalhador.

•Voto Responsável
Não vote em candidatos que:
•Já estejam sendo processadas por desvios de recursos,
•Já tenham fama de desonestos,
•Sejam apoiados ou financiados por fichas sujas
•Voto Responsável
Não vote em candidatos que:
•Não tenham um mínimo de conhecimento para fazer o trabalho.
•Voto Responsável
Não vote em candidatos que:
•Não tomam posição, e querem se eleger só para ganhar o salário de vereador
•Voto Responsável
Não vote em candidatos que:
•Que não tenham coragem ou conhecimento para fiscalizar os atos do prefeito.

•Voto Responsável
Não vote em candidatos que:
•Tentam comprar o seu voto – esse é o pior candidato.
•Desconfie do candidato que dá coisas, oferece benefícios ou faz promessas de empregos, caso seja eleito.

•Voto Responsável
Quem compra voto é um traidor da pátria. Quem vende também.
•Voto Responsável
Não vote em candidatos só porque:
•Ele é seu vizinho
•Seu parente
Voto Responsável
Não vote em candidatos só porque:
•Ele é seu amigo ou compadre
•Ele é bonzinho, um cara legal

•Voto Responsável
Não votem em candidatos só porque:
•Ele está precisando de dinheiro
•Alguém mandou ou pediu

•Voto Responsável
Trabalho do Vereador
•Porquê precisamos de vereador?
–O vereador é o nosso representante e deve zelar pelo bem estar do município.
–O vereador aprova Leis que você vai ter que seguir.


Voto Responsável
Trabalho do Vereador
•Fazer leis municipais
–Cuidado com leis (muitas atrapalham)
•Voto Responsável
Trabalho do Vereador
•Fiscalizar os trabalhos do prefeito
•Voto Responsável
Trabalho do Vereador
–Participar, aprovar a distribuição dos recursos, do orçamento, construído com base em necessidades da população e investimentos para desenvolvimento da cidade.
•Voto Responsável
Trabalho do Vereador
•Levar ao conhecimento do Prefeito as necessidades da população.
•Voto Responsável
•Plano plurianual (PPA)
–Plano para os 4 anos de governo

•Orçamento
–Lei de Diretrizes Orçamentárias
–Audiências públicas
•Instrumento de trabalho e planejamento.
•Voto Responsável
•Como o vereador fiscaliza o prefeito?
–Entender o orçamento
–Fiscalizar as concorrências e os gastos
–Verificar as compras
•Preços
•De quem comprou
•Foi entregue?
•Voto Responsável
•Como verificamos as compras da Saúde
–Muitas compras, pagas, mas não entregues
–Qualidade do serviço

•Voto Responsável
•Como verificamos as compras de Merenda Escolar; de Combustível?
–Merenda,  gasolina, óleo diesel – notas fiscais pagas e produtos não entregues, qualidade e quantidades entregues a menor.

•Voto Responsável
•Como verificamos as compras de Serviços
–Notas frias
•Serviços não feitos
•Notas difíceis de conferir (genéricas)
–Valores maiores que o normal
–Quantidades na nota fiscal maiores que o entregue
•Voto Responsável
•Por que políticos compram votos?
•Por que eles vêm oferecer coisas na época da eleição?
•Por que eles se agarram tanto ao poder?
•
•Voto Responsável
–No Brasil o governo tem muito dinheiro
–Impostos são muito altos
–Não existem bons controles
–Políticos se elegem já pensando em desviar recursos
•Voto Responsável
•O que acontece quando se vende o voto?
•A Democracia é destruída
•A Corrupção é autorizada
•A Pobreza continua….
•Voto Responsável
•A vida só melhora se:
•
–Tiver boa escola
–Saúde
–Emprego
–Oportunidades para todos
–
– Não se venda!!!
•Voto Responsável
•Valorize o seu voto
–Se você não fizer isso, ninguém vai fazer, se você vota errado, fica difícil reclamar.
•Voto Responsável
•Valorize o seu voto
–A democracia só funciona assim. Se todos fizerem o mesmo, vamos melhorar a qualidade dos políticos eleitos
–
•Voto Responsável
•O que uma pessoa precisa para ser vereador?
–Ler e entender os assuntos tratados
–Noção de números (Orçamento municipal)
•Voto Responsável
•O que uma pessoa precisa para ser vereador?
–Noção de leis
•Lei das Licitações
•Lei Orgânica do Município
•Regimento Interno da Câmara
•Voto Responsável
•O que uma pessoa precisa para ser vereador?
–Tomar posições e justificar as posições de forma que elas sejam entendidas
–Nunca se vender ao prefeito

•Voto Responsável
Vereador que não serve
•Um vereador que fica todo o tempo calado, nunca participa dos debates, nunca se posiciona sobre assuntos, não contribui com nada.

•Voto Responsável
Vereador que não serve
•Um vereador que só faz o que o prefeito manda, como se o prefeito fosse o patrão, também não serve.
•Aquele que vota contra tudo, também não serve! É preciso entender os assuntos.

•Voto Responsável
Vereador que não serve
•Aquele que só defende o interesse dele e do seu grupinho também não serve!
•Voto Responsável
Vereador que não serve
•Quem não tem uma história de honestidade em sua vida, não pode ser vereador.
•Voto Responsável
•Bom Prefeito
–Nomeia para os Conselhos Municipais pessoas representativas
–Não compra os vereadores
–Consulta lideranças sobre as necessidades da população
–Faz tudo transparente, não esconde nada
•Voto Responsável
•Bom Prefeito
–Não fica pensando só na próxima eleição
–Não emprega parentes
–Convida pessoas competentes para cargos de confiança
–Age com honestidade - não desvia dinheiro
•Voto Responsável
•Bom Prefeito
–Trabalha duro
–Respeita a Câmara Municipal
–Faz um plano de longo prazo para o município
–Faz um governo participativo
•Voto Responsável
•Se elegemos políticos corruptos, a culpa é nossa. E todos nós sofremos as consequências,  pois autorizamos que eles roubem dinheiro em prejuízo da sociedade.
•Voto Responsável
•Eleição é um momento em que o eleitor está no centro da decisão. O poder está nas mãos do povo, pelo voto.

•Voto Responsável
Votar é uma das principais formas de participação

•Voto Responsável
Democracia exige memória e informação
–Lembre-se em quem votou
–Procure a história do seu candidato
–Guarde o programa do seu candidato
–Assista a debates, fique atento a notícias
•Voto Responsável
Para mudar é preciso conhecer.
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•Cada candidato deve propor um programa para sua gestão. O que ele vai fazer, propor, ou defender.
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•Voto Responsável
Para mudar é preciso conhecer.
•Analise a campanha do seu candidato:
–Veja se ele diz claramente o que vai fazer, como e em quanto tempo, ou simplesmente fala o blá-blá-blá cheio de promessas e simples desejos.

•Voto Responsável
Para mudar é preciso conhecer.

•Leve em conta os escândalos anunciados na imprensa

•Voto Responsável
•Depois do voto, é importante a cobrança de um plano de governo com metas e prazos  e a participação
•Cobre as promessas da campanha
•Voto Responsável
•Acompanhe votações importantes na Câmara Municipal
•Voto Responsável
•Faça parte da associação de seu bairro
•Voto Responsável
•Todos os atos praticados pelo Governo devem ser de conhecimento do povo.

•Voto Responsável
•Alguns atos como o Orçamento precisam ter audiências públicas.
•Voto Responsável

•Isso é garantido pela Constituição Federal. Não existe informação confidencial.
•Artigo 5º parágrafo XXXIII
–Todos tem direito a receber dos orgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
•Voto Responsável
•O que é corrupção?

•É todo abuso do poder público, em benefício próprio.
•Voto Responsável

•Vote com a sua consciência.
•Ninguém vai saber em quem você votou.

•VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIA

A COMPRA E VENDA DE VOTOS É CRIME.
 DÁ CADEIA
MCCE - AMARRIBO -  AVINA – MOVIMENTO VOTO CONSCIENTE – IBV - IFC
2008
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Medicalização: remédio ou veneno?





Tornou-se uma prática predominante na sociedade atual e nas escolas o uso de remédios para que as pessoas se mantenham saudáveis e curadas. Há uma naturalização do uso de medicamento no cotidiano das pessoas. Você que está lendo esse texto agora é bem provável que haja a seu lado ou em sua casa, na sua bolsa ou no seu bolso, na gaveta de seu local de trabalho, etc., algum tipo de remédio, nem que seja para um simples dor de cabeça.
     Afora a indústria bélica, ou seja, de armas, a indústria de medicamentos é a que tem mais crescido e investido, faturando bilhões de dinheiros. Qualquer problema diagnosticado é motivo para emitir uma receita. É muito difícil você sair de uma consulta médica sem ter uma em mãos. Há até o absurdo dos médicos ganharem prêmios, brindes e viagens por receitarem o maior número desse ou daquele medicamento, favorecendo esse ou aquele laboratório. Por exemplo, em cinco anos, a venda de antidepressivos no Brasil subiu 48%. Segundo especialistas, o aumento nas vendas desse tipo de medicamento se deve à prescrição exagerada da "pílula da felicidade", tanto por médicos de outras áreas quanto para pacientes sem depressão.
     Esse é o diagnóstico que também tem alarmado os pesquisadores e educadores. Nas escolas, supostos problemas de comportamento ou de aprendizagem são tratados como uma doença que deve ser curada por meio da medicina somente. Nos últimos anos tem crescido assustadoramente o número de crianças que tem sido diagnosticadas e tratadas com remédios nas escolas. Segundo dados dos dados do IDUM, isto é, o Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, em 2.000 foram vendidas 71.000 caixas de Ritalina ou metilfenidato, sendo que em 2010 esse número subiu para 2.000.000 de caixas vendidas. Todo esse processo é chamado de medicalização da sociedade e da educação.
De maneira geral, a medicalização é um mecanismo e uma ação que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Problemas de diferentes ordens são apresentados como ‘doenças’, ‘transtornos’, ‘distúrbios’ que escamoteiam as grandes questões políticas, sociais, culturais e afetivas que afligem a vida das pessoas. Segundo manifesto do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade (www.medicalizacao.com.br), questões coletivas são tomadas como individuais; problemas sociais e políticos são tornados biológicos. Nesse processo, que gera sofrimento psíquico, a pessoa e sua família são responsabilizadas pelos problemas, enquanto governos, autoridades e profissionais são eximidos de suas responsabilidades.
Uma vez classificadas como “doentes”, as pessoas tornam-se “pacientes” e consequentemente “consumidoras” de tratamentos, terapias e medicamentos, que transformam o seu próprio corpo no alvo dos problemas que, na lógica medicalizante, deverão ser sanados individualmente. Muitas vezes, famílias, profissionais, autoridades, governantes e formuladores de políticas eximem-se de sua responsabilidade quanto às questões sociais: as pessoas é que têm “problemas”, são “disfuncionais”, “não se adaptam”, são “doentes” e são, até mesmo, judicializadas.
A aprendizagem e os modos de ser e agir – campos de grande complexidade e diversidade – têm sido alvos preferenciais da medicalização. Cabe destacar que, historicamente, é a partir de insatisfações e questionamentos que se constituem possibilidades de mudança nas formas de ordenação social e de superação de preconceitos e desigualdades.
O estigma da “doença” faz uma segunda exclusão dos já excluídos – social, afetiva, educacionalmente – protegida por discursos de inclusão.
A medicalização tem assim cumprido o papel de controlar e submeter pessoas, abafando questionamentos e desconfortos; cumpre, inclusive, o papel ainda mais perverso de ocultar violências físicas e psicológicas, transformando essas pessoas em “portadores de distúrbios de comportamento e de aprendizagem”.
Enfim, a medicalização, com o discurso da cura e do cuidado, não passaria de um processo de envenenamento. No grego a palavra phármakon (donde farmácia) tem esses dois sentido: remédio e veneno. Talvez seja isso!

Alonso Bezerra de Carvalho é professor da Unesp. E-mail: alonsoprofessor@yahoo.com.br